terça-feira, 14 de abril de 2009

Caso 9 – Meses Depois

Mário, 36 anos, divorciado, sexo masculino, raça branca, comerciante, procedente de Olinda, PE. 

Cerca de 7 meses atrás, o paciente apresentou quadro de febre, dor abdominal, icterícia e colúria, astenia e anorexia e hepatomegalia dolorosa.

O paciente evoluiu com melhora dos sintomas iniciais, dos quais persistiram apenas a icterícia e, ocasionalmente, episódios de náusea com certa intolerância a alimentos gordurosos. A evolução de alguns exames laboratoriais é resumida na tabela abaixo.

Seis meses após o início do quadro o fígado ainda era palpável 4 a 5 cm do RCD e AX, doloroso, superfície lisa e regular, bordos finos. Permanecia ictérico. 

Exames

Jan/08

Fev/08

Mar/08

Abr/08

Mai/08

Jun/08

Jul/08

Ago/08

TGO (AST)

1.330

410

220

128

78

69

86

125

TGP (ALT)

1.540

540

270

170

95

66

70

133

INR

1,0

 

1,4

 

1,2

1,0

 

1,0

HbsAg

+

 

+

 

 

+

 

+

Anti-HBc IgM

+

 

 

 

 

 

 

 

Anti-HBc IgG

-

 

 

 

 

 

 

 

Anti-HBs

não fez

 

-

 

 

-

 

-

HBeAg

não fez

 

 

 

 

+

 

+

Anti-Hbe

não fez

 

 

 

 

-

 

-

Anti-HVA IgM

-

 

 

 

 

 

 

 

Anti-HVA IgG

+

 

 

 

 

 

 

 

Anti-HCV

-

 

 

 

 

 

 

 


Quais foram os objetivos de aprendizagem mesmo?

3 comentários:

  1. Como objetivos de estudo/aprendizado nos foi orientado para ler sobre:

    1 - Critérios para início do tratamento de portadores crônicos do HBV;

    2 - Esquemas de tratamento (para HBV crônica) disponíveis e os possíveis efeitos adversos;

    3 - Qual o motivo para pacientes hepatopatas apresentarem náuseas.

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  2. Analisando o quadro clínico e os resultados da sorologia do paciente, podemos perceber que a doença evoluiu para cronicidade, tratando-se agora de uma HEPATITE CRÔNICA PELO VÍRUS B.

    A persistência do HBsAg por período superior a 6 meses e a positividade do HBeAg, falam a favor de INFECÇÃO CRÔNICA.
    O Anti-HBs confere imunidade à doença, e o do paciente está negativo.

    Em se falando de tratamento, eu li que alguns critérios de inclusão para o seu começo são fundamentais, como: níveis elevados de ALT (acima de 1,5 vez o limite superior de normalidade), marcada atividade inflamatória (hepatite crônica ativa), e baixos níveis séricos de HBV-DNA com positividade do HBeAg.

    O nosso paciente preenche a quase totalidade dos critérios, destes, o único de que não temos informação é dos níveis séricos de HBV-DNA.

    Será que estou errada? E se não estiver, isso contra-indicaria o início do tratamento?
    Eu acho que não, mas essa dúvida pode ficar para a nossa próxima discussão!

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  3. Cacá, o que eu li sobre o tratamento foi:

    O tratamento da hepatite B crônica está indicado nas seguintes situações:
    • HBsAg (+) por mais de seis meses;
    • HBeAg (+) ou HBV-DNA > 30 mil cópias/ml (fase de replicação);
    • ALT/TGP > duas vezes o limite superior da normalidade (hepatite crônica em atividade);
    • biópsia hepática com atividade inflamatória moderada a intensa (> A2) e/ou fi -
    brose moderada a intensa (> F1), segundo critério da Sociedade Brasileira de
    Patologia/Metavir.
    • ausência de contra-indicação ao tratamento.

    Isto foi copiado do site do MS e pode contribuir para nossa discussão.

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